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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Policial é morto em rebelião em complexo prisional do Recife

Um policial militar foi morto, na tarde desta segunda-feira (19), durante uma rebelião no Complexo Prisional do Curado, na Zona Oeste do Recife (PE). O primeiro sargento Carlos Silveira do Carmo de 44 anos, era lotado no Batalhão de Guarda da corporação e atuava na penitenciária há seis meses. Segundo a Polícia Militar, ele foi “atingido por um projétil de arma de fogo durante inspeção na guarita central”. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital Otávio de Freitas, na mesma região da Cidade, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil designou o delegado João Paulo Andrade, da 4ª Delegacia de Homicídios, para apurar o assassinato. O militar, entretanto, pode não ter sido o único morto no tumulto, registrado desde as 9h. 

Informações extraoficiais, repassadas à imprensa por uma profissional da ala médica, dão conta de que, pelo menos, seis detentos também teriam vindo a óbito e de que mais de 20 estariam sendo atendidos com ferimentos nas enfermarias dos presídios Juiz Antônio Luiz Lins de Barros, Frei Damião de Bozzano e Agente Marcelo Francisco de Araújo, que compõem o complexo prisional. A Seres (Secretaria-executiva de Ressocialização), porém, ainda não divulgou números oficiais sobre o tumulto.Pela manhã, o ato foi pacífico, com presos se concentrando nos telhados dos pavilhões. Não foram raras as imagens de detentos com facões e celulares em punho. A reportagem da Folha de Pernambuco conseguiu conversar com um dos detentos, que também exibia uma arma branca. “Faca, todo o sistema penitenciário tem, todos eles [presos]. Isso é uma proteção nossa, particular, não é para fazer mal a ninguém, já que a Justiça não nos dá essa proteção, já que a Polícia não tem condição de nos proteger”, declarou. O reeducando também explicou a revolta da população carcerária contra o juiz Luiz Rocha, da 1ª Vara de Execuções Penais do Recife. 


Durante o ato, os detentos exibiram faixas e cartazes com escritos como “Fora Luiz”. “Tem mais de 700 processos na mesa do juiz de execuções... Ele não recebe familiares [dos presos], trata mal advogados... Essa paralisação é contra ele”, completou, acrescentando que o objetivo da manifestação foi pedir maior celeridade no julgamento de processos. Clima tenso Pouco antes das 15h, o Batalhão de Choque entrou no complexo prisional para conter o tumulto. Nesse momento, foram ouvidos tiros e gritos. Detentos, que se concentravam no pátio, arremessaram pedras contra policiais que estavam nas guaritas. A violência foi respondida com disparos de balas de borracha. Os próprios presos conduziam colegas feridos para áreas fora do alcance dos tiros. Do outro lado dos muros, parentes entraram em desespero. Pessoas passaram mal.


Fonte:Folha de Pernambuco

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