Em um marketing mórbido, a igreja católica já utilizou “modelos cadáveres” cravejados de jóias e pedras preciosas para atrais novos fiéis e garantir a lealdade dos seguidores de sempre.
Imagine a cara de espanto dos primeiros arqueólogos que abriram as tumbas de Roma, em 1578, e se depararam com esqueletos inteiros cravejados de pedras preciosas e carregados de ornamentos finos, todos super trabalhados, em ouro, prata e pérolas. Se naquele primeiro momento de surpresa e admiração era possível pensar algo, com certeza era o fato de que eles estavam diante de esqueletos incomuns e nada ordinários.
Os artesãos não seguiam nenhum estilo específico para decorar os esqueletos. Normalmente, a ideia principal era a de que os esqueletos deveriam parecer mais humanos (olha que ironia) para que os fiéis de identificassem com eles ao invés de achá-los horripilantes.
Mas a parte “santa” desses esqueletos começou a ser questionada no início do século XIX, e muitas desses “modelos” foram roubados, escondidos ou mesmo destruídos. Isso porque muitas pessoas, da própria igreja, começaram a questionar a veracidade – não apenas da propaganda -, mas da identidade dos mortos apresentados. Alguns dos esqueletos também acabaram em museus ou até mesmo fazendo parte do acervo de colecionadores particulares.
Alguns dos esqueletos acabarem esquecidos e outros foram parar em lugares bastante inesperados – como garagens e porões. Isso porque algumas pessoas achavam que eles eram bizarros demais – apesar de todo o esforço das freiras gentis – para serem admirados pelos vivos.
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